Imprevisibilidade


Pensei muito antes de começar este post. Não sei se acontecimentos pessoais ainda interessam a quem passa por aqui, mas de qualquer forma o blog continua sendo meu espaço e eu nunca me arrependi de dividir coisas com vocês. 2016 já me trouxe tantas mudanças que chega a ser assustador pensar que ainda não passamos do quinto mês. Resolvi, então, fazer uma breve lista dos últimos fatos...

Mudei para São Paulo. Depois de muito planejar, esperar e questionar, tomei a decisão de voltar a morar na cidade em que cresci. Dessa vez, porém, fui sozinha. E ainda estou me adaptando à rotina de todas as responsabilidades e delícias.

Fui assaltada - pois é. Logo durante o primeiro mês na capital, em meu primeiro happy hour com o pessoal do trabalho, fui abordada. Pediram meu celular (novo, sonho de consumo mesmo) e apenas isso, e chego a ser grata pela forma não violenta. O que é material a gente compra de novo.

Virei ruiva. Aos 20 anos, com um cabelo totalmente virgem, que nunca tinha visto uma única química. Tornei-me uma quase Weasley em um verdadeiro desapego, e sigo me questionando se continuo assim ou não.

Comecei um MBA. Eu estava querendo voltar a estudar, mas aspectos como dinheiro, distância de casa e curso não pareciam facilitar. Fiquei sabendo de um MBA em Marketing na USP, EAD, que agregaria muito à área em que eu trabalho. Mandei o currículo no dia seguinte, fui aceita e preciso adicionar mais isso à minha nova "fase" da vida. Por enquanto, estou gostando.

Perdi meu Freud. Ele estava há quase 16 anos com a gente, era como alguém da família mesmo. Vou mentir se disser que aceitei, só quem tem a oportunidade de amar e ser amado por uma criatura tão pura quanto um animal sabe a dor de perdê-lo. Agora ficou a imensa saudade que nunca vai passar e a certeza de que ele está em um lugar melhor, sem sofrimento...

E é isso, gente. Um post com coisas boas, mas uma notícia triste que tira a cor de todas as outras. Não estou preparada para escrever mais sobre, e espero que compreendam. Vamos, então, nessa roda-gigante de sabores que é a vida...

All we are is dust in the wind.

Oráculo


Como seria bom poder procurá-lo e ouvir um conselho direto. Consultá-lo para saber o que fazer a seguir, conhecer a resposta da pergunta que nos inquieta.

O Oráculo nos advertiria dos cuidados necessários, nos diria qual decisão tomar. E tiraria da nossa consciência o peso da escolha e das consequências. Toda uma vida orientada e preparada.

Mas para onde iria o crescimento que o livre-arbítrio nos traz, as dores, o aprendizado? Tenho a impressão de que Édipo não compartilharia dessa vontade...
  • quinta-feira, março 17, 2016
  • Comente!